Fênix de Espíritos Ancestrais

Sobre esta noite mística
Em segredo, além da visão mortal
Aquele fogo me guia
E se mostra tão brilhante quanto o sol.

Loreena Mckennitt

 

Sob a luz de Metztil, sussurro o seu nome.

Áquilo escolta meu destino…

minhas asas…

meu corpo…

minha alma.

Recebo a visão de Sirius…

e as bençãos de Sothis.

Plano sobre a Terra.

Venho te buscar…

Capto sua alma.

Desço à dimensão do Segundo Mundo.

Deixo-me levar pela brisa noturna…

Fecho os olhos.

Vejo você.

Acelero meu metabolismo…

aguço meus sentidos…

alerto meu espírito.

Te quero.

Comprimo minhas asas…

Inclino meu corpo.

Desço ainda mais…

mais…

e mais.

Pairo sobre o reino de Danu.

As águas refletem o brilho de Titânia…

e desenham o seu nome.

Ouço o canto das Ninfas…

e o chamado dos Silfos.

Vôo rasante sobre o curso…

e me entrego às vozes dos Elementais.

Invoco a ajuda dos Seres…

e vou em sua direção.

Os segundos passam…

rajadas de mil asteróides.

Sinto a sua presença…

à entrada da Floresta de Teixo.

Não há nada…

além de nós.

Silenciosamente, peregrino…

no caminho de Ollamh Filidh.

A copa se adensa…

o Céu se fecha…

a Lua desaparece.

Sigo meu instinto.

Guiado pelo seu rastro…

Torno-me invisível.

A escuridão…

o silêncio.

Fecho os olhos…

e envergo ainda mais as minhas asas.

Solto meu corpo…

e deixo-me levar pelas forças telúricas.

O Céu retorna…

e o fogo de Hefaísto toma meu espírito.

Minhas asas aceleram…

como a flecha de Chen I.

Levado pelos mistérios do Infinito.

A sua Aura se intensifica.

Vejo sua silhueta…

percebo suas formas.

Uma fogueira.

Meu coração salta…

Sua face é iluminada pelas chamas do Reino das Salamandras.

Seus olhos veem o seu interior.

Apenas labaredas entre mim e você.

O fogo que nos separa é o elemento que nos une.

Fixo seus olhos.

O fogo revitaliza.

Você desperta.

O vento corre…

e as estrelas pulsam.

A terra balança…

e seus olhos me inquirem.

Meu coração acelera…

e a fogueira clama.

Olho para as labaredas…

e vejo a dança cósmica.

A metamorfose se aproxima…

e os Portões do Reino se abrem.

Estendo minhas asas…

e me atiro para o Divino Templo!

Seus olhos se abrem…

e meu corpo desintegra.

Você se levanta….

e acende meu espírito intacto.

Você olha para a fogueira….

louva a Agnayi…

e mergulha ao meu encontro!

O fogo te consome…

mas seu espírito persevera.

Sinto sua alma…

e acalento seu corpo etéreo.

Os braços envolvem os corpos…

o Céu se abre…

e o beijo sela o nosso destino.

O som dos tambores do Tantra…

anuncia a força que emerge do ventre de Uras.

Nossos corpos se entrecruzam…

e um jato de luz nos eleva.

Renascidos…

ancestrais…

eternos.

Parte integrante do livro “Contos de Outras Dimensões”, de Antonio Carlos Teixeira

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